Depois de anos de forte crescimento, a economia de Angola vive um período de desaceleração.

Enquadramento do PIB

O PIB do país sofreu uma grande queda em 2009, como resultado da crise económica internacional daquele ano, mas entrou em fase de recuperação até 2013. A partir de 2014, no entanto, a economia voltou a crescer a um ritmo cada vez menor. Essa desaceleração é causada principalmente pela queda dos preços do petróleo, produto que consiste no maior pilar da economia angolana.

Segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB estagnou em 2016, mas deve retomar o crescimento em 2017 com uma subida de 1,5%. Apesar da instabilidade no crescimento do PIB e no consumo das famílias, o índice de desemprego manteve considerável estabilidade nos últimos anos.

Taxas de Juro

Com o objetivo de tentar conter essa crescente inflação, o Banco Nacional de Angola adota uma estratégia clara: elevar a taxa de juro.

Para tentar conter o consumo, esse indicador foi revisto para cima oito vezes desde o início do ano passado, sendo que as duas últimas alterações foram subidas de dois pontos percentuais.

A taxa de juro angolana era de 9% no primeiro trimestre de 2015, mas começou o mês de novembro de 2016 em 16%.

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IDE Atraído

Passando para o plano internacional, a economia de Angola passou por uma acelerada subida de investimentos diretos estrangeiros (IDE) atraídos.

Entre 2004 e 2015, esse fluxo de capital viveu três quedas. Por outro lado, o indicador subiu 188% no mesmo período. Em 2015, o investimento atraído caiu 2% frente ao ano anterior, mas registrou o terceiro maior valor da história do país: US$ 16,18 bilhões.

Exportações

Quanto aos principais produtos e destinos das exportações, é possível notar grandes concentrações.

Verifica-se uma grande dependência das exportações no mercado chinês, destino de 43% das vendas ao exterior em 2015. O país asiático consiste em um tradicional comprador do petróleo angolano.

Existe uma histórica dependência no petróleo, que representou 97% das exportações angolanas em 2015.

Fonte: Banco Mundial e FMI | Revista Mercados & Estratégias